A primeira abordagem tem como cenário a serra da Penha, um lugar privilegiado pela mistura entre a natureza e o homem, por ser um local de introspecção e contemplação e pela forte ligação á religião, consiste num sítio onde por norma existe uma maior conexão entre espaço, o corpo e alma do indivíduo. Para lá de todas estas circunstâncias criadas pelas diversas capelas a Penha é por si só um santuário natural. E por todas estas razões é um local vivo.O que proponho é a intervenção sobre um ambiente bucólico, em que a ligação entre o indivíduo e o envolvente é estabelecida por meio das árvores, do som e da poesia.
A experiência é estabelecida quando o sujeito se move para ir de encontro a outro ser vivo, as árvores, e esta retribuiu citando poemas dos escritores locais. Aquilo que é criado é uma metáfora de um percurso de árvores vivas e falantes.
Porque as árvores não se encontram nos locais onde o fluxo de pessoas é significativo o convite para a experiência, é feito pela metáfora do bater do coração que se intensifica quando a distância entre a árvore e o sujeito diminui. Quando o indivíduo se encontra perto o bater do coração dá lugar à voz que recita as obras dos poetas locais.
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